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Em dois anos, Governo registra aumento de mais de 100% no número de presos inscritos no Encceja

Aula preparatório para o Enem

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), dobrou, nos últimos dois anos, o número de inscrições de internos do Sistema Penitenciário do Maranhão no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Em 2019, foram 2.170 custodiados inscritos, enquanto que em 2017 o quantitativo foi de 1.029, o que representa um aumento de 110% no total de detentos inscritos no certame.

A prova, que garante a certificação de conclusão tanto do Ensino Fundamental quanto do Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL´s) que não tiveram oportunidade de concluir os estudos, ocorreu no início de outubro em todas as unidades prisionais do estado.

Internas da UPFEM realizando curso online

“Em 2018, por exemplo, a quantidade de internos inscritos no Encceja foi de 1.588, um pouco maior que 2017. Esse ano tivemos um número bem maior, do que os dois anos anteriores, o que significa que estamos progredindo, estamos ampliando as ações de educação, estamos no rumo certo”, comemora o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade.

Quando comparado o quantitativo de presos inscritos no Exame em 2018, com o total de 2019, o aumento no número de inscrições é de 36%. De 2017 a 2019, um total de 4.587 apenados prestou o exame. A Seap administra 45 unidades prisionais e todas elas, este ano, participaram do Encceja, incluindo as seis Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac’s).

Preparação

Internos em sala de aula

Para a preparação no Encceja, os custodiados participaram, durante seis meses, de simulados semanais e aulas de redação, que foram aplicados em sala de aula. A Seap, por meio do programa ‘Rumo Certo’, tem focado em ações educacionais com o objetivo de elevar o nível de escolaridade dos custodiados, para isso são oportunizadas a eles cursos de alfabetização, oficinas educacionais, aulas de línguas estrangeiras e a prática e o incentivo à leitura de obras literárias por meio do projeto ‘Remição Pela Leitura’.

“Por meio do Encceja estamos realizando um trabalho para que possamos reduzir cada vez mais o déficit educacional nas unidades prisionais, mas é um conjunto, que muitas vezes inicia desde o aprender a ler”, conta a supervisora de educação da Seap,  Thabada Louise.

Dentro do sistema prisional do Maranhão, 3.264 internos estão inseridos em sala de aula ou em alguma atividade educacional. Sendo que, em todo o estado, atualmente, funcionam 71 salas de aula nas unidades prisionais, com o total de 118 turmas do ensino fundamental e médio em funcionamento.

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