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Sistema prisional do MA fecha 2019 com aumento de mais de 290% no número de presos inseridos no EJA

Internos que estudam na UPSL 1 assistem aula no turno noturno

O sistema prisional maranhense fechou o ano de 2019 com 4.629 presos, ou seja, 15,1% dos custodiados inseridos em ações nas unidades penitenciárias do Maranhão com foco na educação básica e outras atividades educacionais. Em 2014, internos que estavam na escola, ou que participavam de alguma atividade dessa modalidade de ensino, totalizavam 463, ou apenas 8,8%.

Essa realidade foi transformada pelos livros e professores em apenas 5 anos de trabalho. De 2014 a 2019, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), alcançou o índice de 291% no crescimento do número de presos beneficiados com o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“O projeto desenvolvido pela Seap, busca não apenas elevar o índice de escolaridade, vai mais além, objetivamos prepará-los para o mercado de trabalho, e consequentemente abolir à reincidência ao crime”, explica o secretário da Seap, Murilo Andrade de Oliveira.

Internos que participam das aulas de alfabetização através do IBRAEMA

Esta tem sido uma oportunidade de mudança na vida de muitos internos, que na maioria dos casos, leem seu primeiro livro e possuem acesso à educação básica ao ingressarem no sistema prisional do Maranhão.

Além de cumprir o que determina a Lei de Execução Penal (LEP), a Seap tem ressocializado e promovido o retorno dos custodiados à sociedade com qualificação, já que não quiseram ou obtiveram a oportunidade de cursar o ensino formal na idade regular.

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Entre os programas de educação básica, implantados pela Seap, estão o de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de alfabetização aplicada pelo Instituto Brasileiro de Educação e Meio Ambiente (Ibraema).

Além disso, o sistema prisional dispõe do projeto Remição pela Leitura, que oportuniza o aprendizado através da leitura de obras literárias. Com incentivo na leitura e a resenha de livros literários, o projeto alcançou a participação de 1.012 alunos em 45 unidades prisionais. Em 2018, esse número era de apenas 337 alunos em 27 UPR’s.

Com o programa de alfabetização do Ibraema, os avanços prosseguem. De 175 presos matriculados em 2018, em 11 turmas de ensino, o aumento, em 2019, foi para 224 internos matriculados, em 26 turmas instaladas em 21 unidades prisionais.

TEXTO: Camilla Andrade

FOTOS: Clayton Monteles

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