05/07 8:00

Mão de obra carcerária produz mais de 357 mil blocos de concreto para pavimentar ruas e avenidas da Grande São Luís

Rua pavimentada no bairro Tibiri em São Luís

Mais de 357 mil blocos de concreto sextavados, produzidos por internos do sistema prisional do Maranhão, foram usados para pavimentar ruas e avenidas da Região Metropolitana de são Luís entre os anos de 2019 até junho de 2020. A ação faz parte das iniciativas do Governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com foco em tornar a mão de obra carcerária cada vez mais útil à população.

Ao todo, foram exatamente 357.890 blocos de concreto usados para revitalizar ruas e avenidas da Grande São Luís. Em 2019, por exemplo, os custodiados produziram 288. 790 blocos e, só no primeiro semestre de 2020, o total de blocos confeccionados foi de 69.100.

“Os blocos de concreto, produzidos pelos internos, beneficiam de forma significativa a população. Os blocos atendem a um dos maiores programas do governo estadual, que é o Rua Digna. Formalizamos convênios com prefeituras e com a Seduc para revitalizarmos ruas próximas de escolas utilizando a mão de obra carcerária”, informa o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade.

A média é que, por mês, sejam fabricados o equivalente a 120 mil blocos. Até junho deste ano, a produção alcançou o equivalente a 357.890 mil blocos produzidos em 6 fábricas de blocos pelos custodiados nas unidades prisionais de ressocialização, incluindo uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).

Atualmente existe 6 fábricas de blocos de concreto instaladas na capital

Até o fim desse anos, a previsão é de que os custodiados produzam cerca de 789.100 blocos. Hoje, em São Luís, existem seis fábricas, sendo cinco instaladas nas unidades prisionais e uma na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).

O trabalho realizado pela Seap tem ocorrido em duas vertentes: ressocializar os internos, dando oportunidade de profissionalização e trabalho digno, e também a de proporcionar qualidade de vida à população do estado. Para que as atividades aconteçam, as parcerias são fundamentais. Uma delas é com a Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres), responsável por coordenar o programa ‘Rua Digna’.

Essa semana, cinco ruas do bairro Tibiri foram entregues à população totalmente revitalizadas. “A partir do momento em que acontece a pavimentação dessas áreas, valoriza-se a questão social e valoriza-se também a comunidade e, agoram com essa parceria com a Seap, se valriza o trabalho dos internos que tem ajudado muitas famílias”, destaca o secretário da Setres, jowberth da silva.

Custos

O calçamento das ruas realizado pelos internos custa em média R$ 35 reais o m², tendo como serviços já inclusos a pavimentação, colocação de meio-fio e sarjeta. A economia é de cerca de 40% de custos ao estado na execução destes serviços, se comparado ao valor praticado no mercado.

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