19/07 8:00

Internas do sistema prisional do MA realizam a digitalização dos processos físicos das 16 Varas Cíveis da capital

Custodiadas estão realizando a digitalização de processos das varas cíveis da capital

Todos os processos físicos das 16 Varas Cíveis da capital estão sendo digitalizados por 12 internas da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) Feminina de São Luís. A iniciativa, além de garantir maior velocidade e segurança na tramitação dos documentos, contribui com a profissionalização das custodiadas.

O projeto, intitulado de ‘Digitalizar Já’, é resultado de convênio firmado entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). As internas, todas do regime semiaberto, trabalham na Central de Digitalização de Processos, que funciona no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau.

Essa ação faz parte do processo de modernização do Poder Judiciário, por meio da digitalização de processos físicos e sua migração ao sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Umas das etapas do trabalho realizado consiste na higienização dos processos

“Esse projeto beneficia tanto o Poder judiciário, que tem melhorado seus serviços prestados ao informatizar os processos físicos, quanto as internas que têm a oportunidade de desenvolver uma atividade digna e que coopera, de forma significativa, para a reintegração social delas”, destaca o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade.

Com o reinicio das atividades na Central de Digitalização de Processos, em junho, o trabalho das custodiadas já resultou, em apenas 15 dias, o total de 1.077 processos da 1° Vara Cível. Com a finalização, elas irão iniciar o trabalho na 4° Vara Cível.

Em produtividade, as internas conseguem, diariamente, a digitalização de 2 mil laudas, que é uma média de 10 processos. A eficiência no trabalho e o comprometimento delas com a oportunidade têm sido reconhecida.

12 internas da UPFEM trabalham na modernização digital de processos físicos do judiciário

“Estamos tendo um ótimo trabalho que está sendo desenvolvido pelas internas com bastante dedicação e esforço, então percebemos como elas querem mudar e fazer a diferença para que o projeto se desenvolva, cresça e torne todas as secretarias totalmente digitais”, pontuou um dos coordenadores da Central de Digitalização de Processos, Raimundo Lisboa, auxiliar judiciário.

Para participarem do projeto, as internas passaram por treinamento realizado pelo judiciário. O processo de digitalização realizado pelas internas consiste em 2 etapas. Na primeira, 4 presas fazem a higienização dos processos e a reprodução das cópias que não podem ser digitalizadas. O próximo passo é a digitalização, tendo nesse processo a atividade de 8 internas.

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