06/07 17:34

Governo do Estado implantará 70 fábricas de blocos de concreto no sistema prisional

Rua no bairro São Raimundo que está sendo pavimentada pelos internos

O Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), neste primeiro semestre estima produzir diariamente 85 mil blocos sextavados de concreto em 70 fábricas distribuídas nas unidades prisionais do sistema penitenciário.

Esta produção faz parte do projeto de ampliação das fábricas e do uso da mão de obra carcerária, em que mais de 1.200 custodiados terão a oportunidade de serem inseridos em atividades de trabalho, por meio do programa Trabalho com Dignidade, desenvolvido pela SEAP.

Esse novo projeto ainda estima destinar mais de 300 mil km de rua pavimentada com os blocos feitos dentro do sistema penitenciário ainda este ano, por meio do programa Mutirão Rua Digna. O secretário da SEAP explica o papel social desse grande projeto que beneficia a população maranhense e ao mesmo tempo ressocializa as pessoas privadas de liberdade.

A mão de obra carcerária produz blocos para o programa Mutirão Rua Digna

“Estamos ampliando as fábricas e assim vamos atender a demanda do Governo do Estado, que pretende ofertar aos municípios do interior a pavimentação de ruas através do Mutirão Rua Digna”, disse o secretário da SEAP, Murilo Andrade.

A SEAP já realizou a entrega de 34 fábricas, tendo as últimas inaugurações acontecido nas UPRs de São João dos Patos, Caxias com três, e em Governador Nunes Freire com cinco. Atualmente a produção é de 40 mil blocos, e em média 500 internos estão inseridos na atividade de trabalho.

fábrica

Até o final do ano, o sistema prisional do Maranhão contará com o funcionamento total de 100 fábricas em todo o estado, distribuídas nas 47 unidades prisionais. Esse trabalho desenvolvido pelos internos na fabricação dos blocos proporciona economia de mais de 30% ao Governo do Estado na pavimentação de ruas.

Com as fábricas em pleno funcionamento, pouco mais de 400 internos da capital e do interior já trabalham na produção dos blocos. São 192 detentos na Grande Ilha e mais de 300 nas cidades do Maranhão. Cada fábrica tem aproximadamente 17 internos trabalhando com uma média diária de produção de 1.200 blocos.

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Texto: Camilla Andrade
Fotos: Clayton Monteles

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