Internos aprendem sobre história e origem de instrumentos usados no 5º Festival de Música Barroca de Alcântara

27/07/2016

Internos da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 1, antiga Penitenciária de Pedrinhas, conheceram, na manhã desta quarta-feira (27), a história e origem dos instrumentos utilizados no 5º Festival de Música Barroca de Alcântara. A aula cultural aconteceu a cada intervalo da exibição dos músicos do concerto, que já haviam se apresentado há uma semana na UPR de Rosário, graças à parceria de incentivo à cultura nos presídios, entre o Governo do Estado e as instituições ligadas ao Ministério da Cultura.

“O dever do Estado de ressocializar a pessoa privada liberdade já se tornou algo prazeroso para a gestão prisional do Maranhão, desde o início do segundo semestre do ano passado, quando começamos a colher os primeiros frutos. É notória a satisfação dos internos ao ter acesso às ações de trabalho, saúde e educação, desenvolvidas no sistema pelo Governo do Estado; e a cultura, claro, não pode ficar de fora desse contexto”, destacou a subsecretária de Administração Penitenciária (Seap), Ana Luísa Falcão.

Músicos do V Festival de Música Barroca de Alcântara, em concerto no Complexo Penitenciário de São Luís

A história de instrumentos musicais clássicos, contada pelos músicos do festival, prendeu a atenção dos internos que apreciaram a apresentação. Francisco Mehmet é percussionista do grupo Yanqin Ensemble, e foi um dos músicos que falou sobre o instrumento que toca, o Darbuka, uma espécie de tambor. “É um instrumento de percussão de origem egípcia, mas ele é comum também na Turquia e nos demais países do Oriente Médio. A grande vantagem dele é a diversidade de sons que ele proporciona”, disse o músico.

Outros instrumentos, como o violoncelo e as flautas egípcias e turcas, também foram contextualizadas durante a apresentação. Em silêncio e total concentração, os internos apreciaram, ainda, a musicalidade dos séculos XVI e XVII tocada no concerto. “Agradeço a Deus, antes de tudo, por estar aqui, assistindo a tudo isso. Eu e meus ‘irmãos’ estamos maravilhados com essa música que é tão diferente de tudo o que já ouvimos aqui em nosso país, e em nosso estado”, contou o interno Marlon Cristiano Pacheco Carneiro.

Internos e servidores do sistema prisional apreciam concerto do Músicos do V Festival de Música Barroca de Alcântara (2)

A secretária adjunta de Atendimento e Humanização, Odaiza Gadelha, falou sobre o direito dos internos à luz da Lei de Execuções Penais (LEP). “Quando alguém podia imaginar uma programação cultural no sistema prisional, ainda mais no Complexo Penitenciário São Luís? O interno perde, enquanto cumpre pena, o direito de ir e vir, porém, todos os demais precisam ser mantidos e respeitados, conforme prevê a Lei de Execuções Penais; e é isso que tem sido provado pela gestão estadual, dentro dos presídios maranhenses”, finalizou.