Semana do Encarcerado eleva produção em malharias e padarias do sistema prisional do Maranhão
As atividades da XVII Semana do Encarcerado, que começou no sábado (13), estão contribuindo para o aumento da produção nas malharias e padarias educacionais do Sistema Penitenciário do Maranhão. No total, já foram mais de 20 mil doces e salgados preparados e mais de 300 peças de fardamentos confeccionadas. A iniciativa reforça a proposta do Governo do Estado de ampliar e qualificar os resultados alcançados por essas ações na atual gestão. Em São Luís, a Semana termina no domingo (21). No interior do Maranhão será de segunda-feira (22) a 26 deste mês.
Nesse período, os internos chegam a fazer, por dia, cerca de cinco mil doces e salgados distribuídos às unidades prisionais onde ocorrem as atividades da Semana. As internas da UPR Feminina afirmaram que já foram feitos 21 mil, sendo 10 mil produzidos pelos internos na UPR do Olho d’Água.
“A quantidade varia conforme a demanda. Teve um dia que fizemos cinco mil doces e salgados, mas é certo que, por dia, nossa produção aqui não é menos de dois mil salgados. Desde que começou a Semana do Encarcerado nós e os meninos do Olho d’Água, fizemos 21 mil salgados e a expectativa é só que aumente essa produção”, contou uma interna de 29 anos.

Coxinhas, rissoles, pastéis, pão pizza, croissant, biscoitos, bolos, brioches recheados são alguns dos salgados feitos pelos internos. Hoje, existem duas panificadoras instaladas em estabelecimentos penais de São Luís, uma na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) do Olho d’Água e outra na UPR Feminina. A meta, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), é que outras unidades do Maranhão recebam o empreendimento.
Malharias
Nas malharias, o trabalho também é intenso. Apesar de iniciantes no processo de confecção, os internos e as internas que participam do projeto já conseguiram produzir, em apenas duas semanas de trabalho, mais de 300 fardas que serão usadas por eles próprios.
Atualmente são confeccionados, pelos internos da UPR do Olho d’Água, 10 a 15 peças. As internas confeccionam cerca de 30 fardamentos. A estimativa, segundo os organizadores do projeto, é que, por dia, sejam produzidas pelas internas 100 peças e os homens confeccionem 80.

A malharia faz parte do projeto “Alinhando Vidas”, idealizado pela Supervisão de Trabalho e Renda. O trabalho realizado pelos internos na panificadora também é coordenado por esta supervisão. Incialmente mais de 40 detentos estão sendo devidamente qualificados para, futuramente, serem inseridos no mercado de trabalho.
Educação
Prosseguindo as atividades da Semana, a Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, antigo Centro Detenção Provisória (CDP), ampliou, nesta quarta-feira (17), as ações de educação no sistema penitenciário do Maranhão, com a inauguração de mais uma sala de aula. Ao todo já são 28 instituições de ensino funcionando em estabelecimentos penais da Região Metropolitana de São Luís.

Além da entrega de uma nova sala de aula para alfabetização de detentos, foi promovida a palestra “Remissão de pena”, ministrada pelo defensor público da Execução Penal, Bruno Silva. Na ação teve ainda um momento de reflexão bíblica e os internos assistiram a apresentação de dança de rua realizada por um grupo evangélico.

Registro de paternidade
Outra ação promovida durante a Semana do Encarcerado foi o registro de paternidade dos pais privados de liberdade. A iniciativa, que ocorreu na quarta-feira (17), na UPR São Luís 6, atendeu, aproximadamente, 22 internos. A ação foi realizada pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) em parceria com o setor psicossocial da unidade.