60 servidores penitenciários participam de curso de combate a incêndio

O Governo do Estado iniciou, na manhã de segunda-feira (6), o curso de “Combate a Incêndio” destinado a 60 servidores da área de segurança prisional. O treinamento, que se estendeu até sexta-feira (10), ocorreu em semanas distintas com duas turmas de 30 agentes penitenciários, cada. O foco é aprimorar o conhecimento dos servidores nas técnicas de controle de chamas no ambiente carcerário.
“Os agentes penitenciários receberam orientações sobre condutas a serem adotadas em caso de incêndio, meios de propagação do fogo, tipos de extintores de incêndio, métodos de prevenção e combate ao princípio de incêndio, formas de proceder durante o evento de crise. Também foram aplicadas técnicas de evasão”, adiantou o secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Murilo Andrade de Oliveira.
As aulas foram ministradas pelo bombeiro civil Robervaldo Pereira, e ocorreram na sede da Academia de Gestão Penitenciária (Agepen), bairro Outeiro da Cruz, e englobaram conhecimentos teóricos e práticos sobre o assunto. A iniciativa possui carga horária de 40/h, e objetiva dinamizar as operações em caso de queima, antes ou durante operações penitenciárias, em cenário de crise.

“Qualificando os agentes penitenciários no combate a incêndios, o Estado demonstra que está trabalhando de forma preventiva, tendo em vista que, em caso de motins, uma das primeiras atitudes dos internos é justamente incendiar colchões. Nessa situação, o servidor devidamente capacitado vai saber como proceder, e certamente até tirar vantagem sobre o rebelado que desconhece a técnica”, explicou Pereira.
Na parte prática do curso foram feitas simulações de incêndio usando tonéis de combustível, nas quais os agentes tiveram de conter as chamas, usando o tipo de extintor certo para aquele momento No evento, foram dadas orientações quanto ao manuseio correto de ferramentas utilizadas durante o combate a focos de incêndios, e também sobre a importância em criar aceiros a fim de evitar a proliferação de fogo.
Os agentes penitenciários receberam ainda informações quanto à queimada controlada, noções de primeiros socorros e foram sensibilizados sobre a importância do uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), adequados para a utilização durante os procedimentos. “O curso é de grande importância, pois, no meio à adversidade, poderemos salvar vidas ali envolvidas”, exemplifica o agente penitenciário temporário, Eduardo Carvalho.

Coordenado pela Agepen, o curso faz parte das ações desenvolvidas pela Seap, com foco na capacitação de agentes penitenciários. “A proposta é garantir que esses agentes estejam preparados a lhe dar com situações onde eles terão que auxiliar no controle do fogo, de modo que o mesmo não avance a grandes proporções podendo causar verdadeiras tragédias”, reforçou o diretor da Agepen, Fabiano Cavalcante.