Governo do Estado entrega quarta fábrica de chinelos e nova sala de aula na UPR do Anil
A Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) do Anil, em São Luís, recebeu nesta sexta-feira (02), a quarta fábrica de chinelos do Sistema Penitenciário do Maranhão. Na cerimônia de entrega, foi aberta uma sala de alfabetização voltada, inicialmente, a 12 internos desse estabelecimento. A iniciativa é mais uma medida do Governo do Estado, colocada em pratica por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), voltada à humanização do ambiente carcerário.

A fábrica de chinelos, que vai operar de segunda-feira a sexta-feira, capacitará 15 detentos. O empreendimento contará com uma produção semanal de, pelo menos, 100 pares de chinelos. Como parte do projeto “Calçando Sonhos”, desenvolvido pela Secretaria Adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária (SAAHP), por meio da Supervisão de Trabalho e Renda, o trabalho na fábrica possibilitará a remissão de pena. Em cada três dias trabalhados, o detento terá um dia menos na pena.
O trabalho na fábrica é simples. Basta colocar a faca de corte em cima da placa, inserir na máquina, e pressionar a alavanca do macaco hidráulico. Os chinelos são feitos da matéria-prima principal, que são as placas de borracha. Para aprender a manusear o maquinário, os internos tiveram aulas durante dois dias.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária da Seap, Murilo Andrade de Oliveira, falou sobre a importância de capacitar e alfabetizar os internos. “Essas duas inaugurações mostram que estamos alcançando às propostas do Governo do Estado, que são: a elevação da escolaridade, e a capacitação profissional no sistema carcerário”, afirmou o secretário.
Entre os presentes, o diretor da UPR do Anil, Afrânio Feitosa; o defensor Público, Bruno Dixon; a secretária adjunta da SAAHP, Odaiza Gadelha; e a supervisora de Trabalho e Renda da Seap, Grazielle Bacellar, além de internos da unidade prisional beneficiada com a instalação da fábrica de chinelos e servidores da pasta.
Educação
A ação de alfabetização garantirá a remissão dos 12 internos beneficiados. A cada três dias de aula será reduzido um dia na pena do detento. As aulas serão ministradas de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 11h30. Vale lembrar que para estudar no cárcere, o interno precisa desejar espontaneamente o benefício e preencher os requisitos estabelecidos pela Justiça.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), as aulas contarão com disciplinas como Português, Matemática, Geografia e as demais que compõem a grade curricular do ensino convencional. A proposta é dobrar a quantidade de detentos beneficiados nos próximos meses.