Governo do Maranhão reduz em 75% o número de presos por agentes penitenciários no estado

17/01/2017

O Governo do Maranhão alcançou nos últimos anos mais uma marca significativa para o sistema prisional do estado: a redução de presos por agentes penitenciários. Enquanto que em 2014 o total era de 12 detentos por agente, 2016 fechou com uma média de 3 presos para cada profissional, o que resultou numa diminuição de 75% no número de encarcerados por servidor. O quantitativo supera a proporção mínima de um agente penitenciário para cada cinco presos, determinada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).

A redução no percentual de presos para cada agente é resultado dos inúmeros investimentos feitos pela atual gestão para sanar essa problemática que, inclusive, ocorre em todo Brasil. Uma das medidas tomadas foi a realização de Concurso Público para 235 novos agentes, dos quais 100 já foram devidamente nomeados e estão exercendo suas funções. A previsão é que no primeiro semestre deste ano os demais iniciem suas atividades.

Além disso, o Sistema Penitenciário do Maranhão possui 811 agentes penitenciários temporários, 1.417 auxiliares penitenciários e, com a nomeação dos novos servidores, 665 agentes efetivos, o que equivale à média de aproximadamente 3 presos para cada agente.  O secretário de Administração Penitenciária, Murilo Andrade de Oliveira, falou que a proposta é melhorar ainda mais os indicadores.

Curso de formação para agente penitenciário

“A nossa estimativa é que até o fim do primeiro semestre deste ano nós tenhamos cerca de 2.900 servidores de segurança penitenciária no quadro da Seap, entre os quais inclui agentes penitenciários efetivos, auxiliares penitenciários temporários e agentes penitenciários temporários”, pontuou o secretário.

Para reforçar ainda mais o quadro de servidores de segurança prisional, a expectativa é que o Governo do Maranhão faça, até o fim do ano, outro Concurso Público com uma quantidade maior de vagas. Hoje em todo o estado são 2.758 servidores de segurança penitenciária em atividade no sistema prisional do Maranhão.

Outra ação para 2017 que, além de contribuir para a redução da superlotação vai resultar no aumento da segurança interna prisional, é a edificação da Portaria Unificada da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 6, antigo Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas. A obra passará por licitação, o que deve ocorrer em meados deste ano.

A obra é fruto da verba avaliada em torno de R$ 44 milhões, cedida ao Governo do Estado pelo Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), órgão vinculado ao governo federal. Ainda com aporte do governo federal, estão previstas, no cronograma de obras da Seap, a entrega de mais três novas unidades prisionais em 2017. Entre elas estão as construções das Unidades Prisionais de Ressocialização (UPR´s) nas regiões de Brejo, Presidente Dutra e Governador Nunes Freire.

Além disso, estão previstas para serem entregues esse ano a UPR de Codó, que passa por obra de ampliação, e as que serão construídas como a Penitenciária Regional de Timon, Penitenciária Regional de Bacabal, o presídio de segurança máxima e mais uma unidade prisional em São Luís, essas duas últimas devem ser edificadas nas imediações do Complexo Penitenciário São Luís.

Malharia da UPR do Olho d'Água

Ressocialização

No âmbito da ressocialização, o foco é aumentar as ações de trabalho e educação voltadas aos internos. Com a aplicação dos recursos, pretende-se instalar, em curto prazo de tempo, 10 galpões multiuso que serão usados como oficina de trabalho e estudo pelos detentos.  Além disso, a Seap dará prosseguimento na abertura de oficinas como a de produção de chinelos, confecção de vassouras feitas de garrafas pet, malharias e outras.