Governo inaugura novas oficinas de trabalho nas unidades prisionais de Pedreiras, Codó, Coroatá, Rosário, Chapadinha e Paço do Lumiar
O Governo do Estado prossegue investindo em oficinas de trabalho destinadas aos detentos do Maranhão. Só na primeira semana de dezembro, em estabelecimentos penais do interior do estado, foram inauguradas três novas fábricas de vassouras nas Unidades Prisionais de Ressocialização (UPRs) de Pedreiras, Codó e Coroatá. A gestão abriu ainda uma malharia na UPR de Rosário e mais duas fábricas de confecção de chinelos em Chapadinha e Paço do Lumiar. Agora já são seis novas fábricas de vassouras, quatro malharias e seis fábricas de chinelos operando no sistema prisional do Maranhão.

Os empreendimentos, entregues essa semana, irão beneficiar, inicialmente, um total de 50 apenados. Em Codó e Chapadinha, onde as inaugurações ocorreram segunda-feira (5), 20 internos, sendo 10 em cada estabelecimento, foram contemplados para trabalharem nas fábricas de vassouras e chinelos, respectivamente. A estimativa é que sejam produzidas, por dia, pelo menos 100 vassouras e 80 pares de chinelos.

As UPRs de Coroatá e Pedreiras, entregues na terça-feira (6), profissionalizarão, cada uma, mais 10 detentos. No estabelecimento penal de Coroatá, o objetivo é que sejam confeccionadas, diariamente, 100 vassouras. A mesma quantidade é prevista na unidade prisional de Pedreiras.

A abertura da malharia na UPR de Rosário ocorreu na manhã de quarta-feira (7). No total serão 10 apenados trabalhando de forma efetiva no novo empreendimento, que conta com mais 10 presos em cadastro de reserva. A estimativa inicial de produção dos fardamentos utilizados pelos próprios internos é de 50 peças, entre camisas, calças e calções. Na unidade os internos têm à disposição quatro máquinas de corte e costura.

Na UPR de Paço do Lumiar, foi inaugurada na manhã desta sexta-feira (9) a sexta fábrica de chinelos do sistema prisional maranhense. Inicialmente, naquele estabelecimento penal, serão ?? internos trabalhando na produção de chinelos. Em uma cerimônia rápida, os apenados da unidade mostraram suas primeiras peças produzidas com o maquinário adquirido pela gestão, assim como os insumos para a produção diária.

Coordenadas pela Secretaria Adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária (SAAHP), por meio da Supervisão de Trabalho e Renda da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), as fábricas fazem parte das ações de capacitação profissional direcionadas à Pessoa Privada de Liberdade (PPL). As inaugurações foram prestigiadas pelo secretário titular da Seap, Murilo Andrade de Oliveira.

“Elaboramos um cronograma de inaugurações de novas oficinas de trabalho, desta vez com maior foco nas unidades prisionais do interior do estado. Já temos mais de 80 oficinas abertas, nas mais diversas áreas profissionalizantes, desde panificação, horta, fábrica de blocos de concreto, chinelos, vassouras, etc. Nosso objetivo é fechar o ano com o máximo de fábricas entregues, garantindo a valorização da mão-de-obra dos nossos apenados”, destacou o secretário de Estado.

Investimento
Para a abertura de uma fábrica de vassouras, o Governo do Estado tem investido cerca de R$ 24 mil. O investimento inclui os insumos e equipamentos necessários para a confecção dos objetos. A meta é que sejam entregues, em curto prazo de tempo, 10 fábricas, o que totalizam um investimento no valor de R$ 242, 286 mil.
Além das UPRs de Pedreiras, Coroatá e Codó, as fábricas de vassouras já foram instaladas nas unidades prisionais de Itapecuru, Timon e na UPR São Luís 6, antigo Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pedrinhas, garantindo a abertura de seis novas fábricas no sistema carcerário do estado.

Hoje, no sistema prisional, existem malharias operando, de forma efetiva, nas unidades prisionais do Olho d‘Água, Feminina, no Hospital Nina Rodrigues (HNR), onde 10 pacientes em cumprimento de medidas terapêuticas passam por qualificação, e desempenham esse trabalho sob vigilância supervisionada. Agora, mais recente, a amalharia funciona no estabelecimento penal de Rosário.
Em relação às fábricas de chinelos já são 5 em pleno funcionamento no sistema prisional do Maranhão. Com um investimento de cerca de R$ 10 mil, esse empreendimento é fruto do projeto “Calçando Sonhos”. A estimativa é que, diariamente, sejam confeccionados 150 pares chinelos, que deverão ser usadas pelos próprios detentos.

Produção
A produção da vassoura tem início com a limpeza a base de água e sabão das garrafas pet. Depois disso, a garrafa é levada para uma máquina onde é feito um corte no fundo da mesma. A parte cortada é reaproveitada no artesanato. Já o outro pedaço é levado para fazer a filetagem (cortes em fios). Os outros processos são a prensa para fabricação manual da vassoura e a guilhotina para aparar as cerdas.

Além disso, as cerdas são levadas ao forno para serem tratadas. Em seguida, basta ajustar as cerdas na base e grampear, aparar as cerdas, cortando as pontas desiguais e colocar o cabo da vassoura. “É incrível a durabilidade desse tipo de vassoura. Com o mesmo zelo que se tem com uma vassoura comum, esta, porém, se mantém em condições de uso por, no mínimo, três anos”, complementou Murilo.