Governo instala segundo Body Scan, e intensifica revista de visitantes e servidores no Complexo Penitenciário São Luís
O Governo do Maranhão tem investido, de forma efetiva, no aumento da segurança interna prisional. A mais recente medida foi a aquisição, no final de março, do segundo aparelho Body Scan, scanner corporal que potencializa as revistas humanizadas e coíbe a entrada de ilícitos nas unidades prisionais que compõem a maior parte do Complexo Penitenciário São Luís.
Assim como o primeiro, o novo equipamento foi instalado na Portaria Unificada (PU) do complexo prisional. Para funcionar, de maneira devida e integrada com a segurança, quatro servidores penitenciários são responsáveis pela operação da máquina, sendo dois operadores e dois auxiliares que orientam a pessoa a ser inspecionada sobre as etapas da revista eletrônica.
“Com os investimentos feitos pela gestão estadual, o Maranhão dispõe atualmente de uma estrutura de segurança prisional que conseguiu zerar as ocorrências de homicídios, e agora estamos em último no ranking nacional que mede a taxa de violência prisional”, destacou o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade de Oliveira.

Com a instalação do primeiro Body Sacan, em novembro de 2016, ou seja, há pouco mais de 5 meses, pelo menos 44 pessoas já foram flagradas, tentando entrar com objetos ilícitos nos estabelecimentos penais. Desse total, 39 estavam portando algum tipo de droga, e 5 escondiam aparelhos celulares.
Além de ter reforçado o quesito segurança, o equipamento contribuiu, significativamente, para agilizar o acesso dos visitantes e servidores às unidades prisionais. “Se antes as pessoas, os visitantes, passavam 30 minutos esperando para serem revistadas, esse tempo agora caiu para 5 minutos”, disse o chefe da PU, o agente penitenciário Rafael Albuquerque.
Outras tecnologias
Essa redução no tempo de espera é atribuída, também, ao fato de que as inspeções nos materiais agora são feitas de maneira muito mais dinâmica. Um bom exemplo disso são objetos como bolsas e sacolas, que antes eram vistoriados apenas manualmente, mas atualmente passam pelas esteiras de Raio X, equipamento semelhante aos usados nos aeroportos de todo o país.

Para reforçar ainda mais a segurança, outras tecnologias estão em pleno funcionamento. Dentre eles, equipamentos detectores de metais como o pórtico, uma espécie de porta que, ao passar por ela com qualquer tipo de metal, é ativado um sinal sonoro; e também a raquete, que é passada pelo corpo da pessoa, e também dispara um bip quando detecta metal.
O Sistema Penitenciário do Maranhão dispõe, ainda, do banco detector de metal, equipamento usado, em segundo plano, para descobrir droga e/ou celular introduzido nas partes íntimas. Hoje, por conta desses investimentos, já não há registro de entrada de objetos ilícitos nas celas e pavilhões das unidades carcerárias, segundo o supervisor de Segurança Interna da Seap, Fredson Maciel.
“Hoje, não há mais registros de entrada de objetos ilícitos nas unidades beneficiadas pela PU. Nas inspeções de rotina, realizadas diuturnamente, quando alguma droga ou celular ainda é encontrado, é possível perceber que são itens antigos, extraviados, já sem nenhuma utilidade, o que demonstra que chegaram ali antes dos investimentos na segurança”, afirmou Maciel.

CFTV
Outra tecnologia que reforça a segurança, e, consequentemente, monitora os serviços realizados na Portaria Unificada, é o Circuito Fechado de TV (CFTV). São 156 câmeras de alta resolução, só no Complexo, que alcançam até mil metros de distância e fazem um perímetro completo de 360°, e estão instaladas em pontos estratégicos, monitorando detentos e servidores, 24 horas por dia.