Governo planeja abrir mais nove oficinas de trabalho no sistema prisional, até dezembro

28/09/2016

Depois de inaugurar duas malharias e uma fábrica de vassouras, em menos de duas semanas, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), trabalha para abrir mais nove postos de capacitação profissional, até o fim do ano, no sistema prisional. No total, já são mais de 50 oficinas em funcionamento; e mais de 1.500 internos beneficiados com ações efetivas de ressocialização voltadas à capacitação de apenados.

Estão previstas uma fábrica de sabonete, que funcionará na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) Feminina de São Luís; mais duas de vassouras, as quais serão instaladas nas UPR´s de Timon e Itapecuru-Mirim; uma fábrica de chinelos, que será instalada na UPR de Caxias; a quarta malharia, que atenderá aos presos da UPR São Luís 3; além de quatro oficias de serigrafia.

Malharia da UPR do Olho d'Água

“A gestão estadual trabalha com fatos, e a prova disso é que, semana passada, a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) reconheceu os avanços no sistema prisional. A ordem do governador Flávio Dino é de avançar ainda mais, e é por isso que já temos, em fase de projeto para 2017, as oficinas de serralheria, confecção de fraudas, manutenção de computadores, fábrica de tijolos ecológicos, lavanderia, e lava-jato”, listou o secretário Murilo Andrade de Oliveira.

Já estão em operação três malharias, sendo uma no Hospital Nina Rodrigues (HNR) e as outras duas nas UPR´s Feminina e do Olho d‘Água. As oficinas de vassouras de garrafas pets, um salão de beleza, que é fruto de parceria com a Secretaria de Estado da Mulher (Semu), três panificadoras são alguns dos empreendimentos que também se encontram em pleno funcionamento nos estabelecimentos carcerários.

internos da upr de rosário trabalhando na horta (1)

Para participar das atividades de reintegração social por meio do trabalho, os internos são selecionados por aptidão, bom comportamento, e liberação judicial, conforme exigências definidas pela Lei de Execuções Penais (LEP). A iniciativa atende ao Termo de Compromisso, firmado em junho de 2015, entre o Governo do Estado com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou um plano de ação que contemplasse a capacitação profissional dos detentos.

Atualmente estão em execução mais de 50 oficinas de trabalho. Coordenado pela Secretaria Adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciaria (SAAHP), por meio da Supervisão de Trabalho e Renda, as oficinas vão desde a confecção de jarros de cimento à fábrica de blocos de concreto e meio fio. Hoje na UPR São Luís IV, os internos trabalham na fábrica de almofadas e na UPR São Luís 2 do projeto “Calçando Sonhos”, por meio da fábrica de chinelos.

internos da upr de rosário trabalhando com artesanato (3)

Duas padarias estão em funcionamento nas UPR’s do Olho d’Água e Feminina, onde também funcionam o projeto “Mãos de Fada”, além da produção de artesanato, pintura, bordado e crochê, corte e costura, mosaico, manicure e pedicure e confecção de bijuterias. Nas unidades prisionais do interior, como a UPR de Imperatriz, funciona o projeto “Raiar da Liberdade”, que consiste na montagem de rodas de bicicletas e motos.

Outra importante ocupação possibilitada aos internos que cumprem penas em estabelecimentos do interior é o cultivo de hortaliças. Em cada uma das 36 unidades prisionais o manuseio de hortas faz parte do dia a dia dos apenados que, entre outras atividades, também se ocupam com a produção de artesanatos em gesso, a exemplo da UPR de Rosário, vencedora do prêmio gestão prisional, em 2015.