Governo qualifica 30 agentes penitenciários no manuseio de armas e materiais químicos de menor potencial ofensivo
O Governo do Maranhão realizou, segunda-feira (6) e terça-feira (7), curso de capacitação para 30 agentes penitenciários. O aprimoramento, que consiste no manuseio de materiais químicos de menor potencial ofensivo, foi ministrado pelo coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Soares. A iniciativa é resultado de parceria entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a empresa Condor Tecnologias Não-Letais.
“A cultura do uso de agentes químicos no sistema prisional sempre foi bastante questionada. Porém, o emprego desses equipamentos não letais, quando manuseados de forma responsável, é indispensável para a retomada do controle em situações adversas. Felizmente, estamos há mais de dois anos sem registro de rebeliões com mortes ou feridos no Maranhão, e cursos como este só qualifica ainda mais o trabalho da gestão prisional”, observou o secretário da Seap, Murilo Andrade de Oliveira.

No primeiro dia, os servidores tiveram uma noção teórica do assunto. A aula ocorreu na Academia de Gestão Penitenciária (Agepen). Na ocasião, os agentes penitenciários tiveram uma visão geral das características do armamento não letal e estudaram sobre a composição de alguns equipamentos químicos, tais como o gás lacrimogênio e spray de pimenta, e seu correto manuseio.
Os agentes conheceram ainda as munições, granadas e explosivos, e como cada um funciona. A proposta, nesta primeira etapa da qualificação, é enfatizar o emprego correto de cada um dos equipamentos não letais. No final da aula teórica foi antecipado, de forma básica, o manuseio da pistola Spark (choque), um dispositivo incapacitante que emite pulsos elétricos à distância a partir de dois dardos disparados.

No segundo dia foi oferecido aos agentes penitenciários, desta vez na Academia de Policia Civil, localizada no bairro São Raimundo, a parte prática do curso. Além de se aprofundar no correto manuseio e disparo da arma Spark, os agentes de segurança prisional foram instruídos sobre a importância de usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), como a máscara de granadas lacrimogênio.
Para reforçar o aprimoramento, os agentes penitenciários foram treinados também a manusear armas de munição de impacto controlado, granadas e explosivos. “A qualificação é o vetor principal na segurança do uso correto de todas as tecnologias de armamento não letal, disponíveis no mercado, e permitidos pela legislação no ambiente carcerário”, disse o coronel da PM do Rio de Janeiro, Ricardo Soares, durante os dois momentos do curso da Condor.

A qualificação teve o apoio da Academia de Gestão Penitenciária (Agepen). O diretor da Agepen, Fabiano Cavalcante, falou sobre a importância da iniciativa. “Esse curso faz parte de uma qualificação continuada, possibilitada pela gestão estadual, e busca, de fato, aprimorar as técnicas de segurança interna prisional e, consequentemente, reforçar ainda mais o bom desempenho dos nossos agentes”, afirmou Cavalcante.
O secretário-adjunto de Segurança Penitenciária, João Rodrigues, também participou do treinamento. “É uma capacitação que vem aprimorar algumas das técnicas em segurança interna prisional e garantir que tenhamos um melhor desempenho, tanto físico quanto mental, nas ações de segurança. São ações como essa, são oportunidades como essa que tem resultado no controle do Estado sobre o as unidades prisionais do Maranhão”, reforçou ele.