Governo recebe representantes do Judiciário no Hospital Nina Rodrigues e apresenta proposta de expansão da unidade

18/10/2016

O Governo do Estado, por meio das secretarias de Estado da Saúde (SES) e Administração Penitenciária (Seap), dialogou com o Poder Judiciário acerca do atendimento que vem sendo realizado no Hospital Nina Rodrigues. Durante visita à unidade na tarde desta segunda-feira (17), o poder público estadual apresentou proposta de ampliação da estrutura do hospital e a vara de execuções penais sugeriu o desenvolvimento de um trabalho interinstitucional para aperfeiçoamento do atendimento na unidade.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, ressaltou a importância do trabalho conjunto para melhoria dos serviços prestados. “A preocupação do Governo do Estado é oferecer um atendimento digno e humanizado. Estamos empenhados em mudar a realidade que encontramos em muitas unidades de saúde, fruto de um descaso com as pessoas. Esse é um trabalho que, definindo as responsabilidades e propondo soluções conjuntas, pode render bons resultados”, enfatizou.

Também presente na visita, o secretário de Administração Penitenciária, Murilo Oliveira de Andrade, ressaltou que muitos avanços foram realizados e destacou o projeto de ampliação. “Em relação ao que encontramos no início da gestão, a situação melhorou bastante, inclusive com a implantação de oficinas de trabalho. A nossa proposta é construir uma nova ala para atender a demanda que é grande, e, assim, avançarmos ainda mais”, afirmou.

De acordo com o projeto de ampliação do Hospital Nina Rodrigues, será construída uma nova ala com 72 leitos, espaço para horta e área administrativa. Além do reforço na infraestrutura do local, a proposta da Vara de Execuções Penais é, junto ao Tribunal de Justiça, definir provimentos para assegurar que permaneçam na unidade apenas os que realmente precisam. O juiz da 2ª Vara de Execução Penal, Fernando Mendonça, destacou a importância de dar agilidade ao fluxo de atendimento.

“Nós estamos criando no Maranhão um modelo de atenção integral às pessoas que têm transtorno mental e cometeram algum crime. Esse é um modelo que é complexo e novo, pois a lei antimanicomial, de 2011, ainda não foi aplicada bem no país inteiro. Esse novo remodelamento passa por um processo de verificação da verdadeira necessidade de internação. Para isso, é feita uma avaliação biopsicossocial pela equipe de atenção psicossocial do Estado, criada recentemente. A partir dessa visita hoje, iremos identificar quem precisa continuar aqui e quem precisa ser encaminhado para outro espaço”, explicou o juiz.