Profissionais de saúde do Sistema Prisional participam de capacitação sobre Tuberculose

26/10/2016

Médicos e enfermeiros recebem, nesta segunda (24) e terça-feira (25), orientações sobre formas eficazes de detectar e tratar a tuberculose em detentos do Maranhão, por meio da capacitação em Ações Básicas do Programa de Controle da Tuberculose para profissionais de nível superior do Sistema Prisional. Em parceria com as secretarias de Administração Penitenciária (Sejap), e de Saúde (SES), tem o objetivo de proporcionar, por meio do aprendizado dos profissionais, uma melhoria significativa no atendimento de saúde nos estabelecimentos prisionais, a fim de facilitar o diagnóstico e o tratamento precoce da tuberculose.

A supervisora de saúde da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Iolice Ribeiro, falou sobre a importância da iniciativa. “Sem dúvida é extremamente relevante para o sistema prisional essa capacitação, é algo que beneficia aos servidores e também aos próprios internos e a sociedade em geral”, pontuou Iolice.

A tuberculose é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, mais conhecida como bacilo de Koch, que atinge principalmente os pulmões, que – se não tratada – pode levar à morte. Para Daiana Rocha, que trabalha há um ano como enfermeira da Unidade Prisional de Carutapera, a capacitação vai ajudar a entender melhor a doença. “No presídio, as situações adversas, como calor e proximidade intensa de outros detentos, favorecem o contágio e aumentam as chances de epidemia na unidade. Por isso, o curso vai ajudar a equipe de saúde prisional a diagnosticar os casos, diminuindo a incidência da tuberculose nos presídios do Estado”, afirmou.

Foto 1 Profissionais de saúde do Sistema Prisional participam de capacitação sobre Tuberculose

A coordenadora do Programa Estadual de Controle de Tuberculose da SES, Rosany Carvalho, considera que capacitar os profissionais das casas penais é fundamental para agilizar o diagnóstico, que, quanto mais precoce, melhores são as condições de tratamento. “O caso de tuberculose mais comum no cárcere é a pulmonar e há uma transmissão mais rápida da bactéria devido às condições de custódia do preso. Nós temos feito continuamente um trabalho de conscientização com os internos, principalmente porque muitos abandonam o tratamento antes de estarem curados. A bactéria só é eliminada do corpo seis meses após o correto tratamento clínico”, explicou.

O médico da unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís 2, Sebastião Muniz, destacou a importância da capacitação no combate a proliferação da doença. “Os pacientes suspeitos de estarem com a doença apresentam tosse com expectoração há mais de três semanas. Nesta fase, com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, o preso diminui as chances de transmissão. Esperamos que os profissionais, assim como eu, saiam daqui sabendo diagnosticar os casos comuns da doença”, comentou.

A enfermeira Nilvane Pires, que trabalha no UPR São Luís 6, é uma das participantes da capacitação. Para ela, o treinamento fornece subsídios para melhorar o trabalho das equipes de saúde dos presídios, mantém os profissionais informados sobre as mudanças que ocorrem nos esquemas terapêuticos, ditadas pelo Ministério da Saúde, e ainda estimula a humanização nos serviços. “O paciente que está preso por algum delito que cometeu tem os mesmos direitos à saúde que um cidadão que está em liberdade, e nós, enquanto profissionais de saúde, temos que oferecer o tratamento de forma igualitária e esta capacitação nos proporciona isso: é uma pessoa que está doente e necessita de cuidados”, concluiu.

(interna) Profissionais de saúde do Sistema Prisional participam de capacitação sobre Tuberculose

Tratamento de Tuberculose

O tratamento da tuberculose à base de antibióticos é 100% eficaz. No entanto, não pode haver abandono. A cura da tuberculose leva seis meses, mas muitas vezes o paciente não recebe o devido esclarecimento e acaba desistindo antes do tempo. Para evitar o abandono do tratamento da tuberculose é importante que o paciente seja acompanhado por equipes com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e visitadores devidamente preparados.

Sintomas da Tuberculose

– Tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas

-Cansaço excessivo

-Febre baixa, geralmente à tarde

-Sudorese noturna

-Falta de apetite

-Palidez

-Emagrecimento acentuado

-Rouquidão

-Fraqueza

FONTE  – SES